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domingo, 1 de junho de 2008


sinto-me nadando contra a correnteza,
e de nada vale o meu esforço
Sinto-me fraca e cansada,
meus braços já não aguento mais.
Mas eu tenho que continuar
tenho que ir contra isso,
não posso deixar esse amor me levar
não posso deixar ele se apossar de meu corpo
Estou quase me afogando em uma rio chamado desejo
Agarro me em uma pedra,
sem saber que essa é a pedra da mentira.
Caio em uma correnteza,
essa é muito forte,
e consegue me levar
vou indo indo ...
vou me machucando nas pedra que encontro no caminho.
Cansada e toda machuca,
descubro que eis a correnteza da ilusão.
já nem consigo lutar mais.
Seguro em um galho,
o galho da razão.
percebo que não posso ir com a ilusão,
e resolvo seguir a razão.
Chegando as margens do rio,
vem uma ventania muito forte
e me derruba,
eis a ventania da esperança.
Achava que ela era mais suave e calma,
mais dessa vez ela veio com tudo.
Caio no rio novamente,
parece que tudo se acalma,
consigo controlar meu próprio corpo,
e quando acho que está tudo sobre controle,
caio em outra correnteza,
cansada deixo-a me levar.
Mais essa correnteza é diferente,
é doce, sincera e delicada.
Não consigo identificar qual correnteza é essa,
e pergunto a mim mesma:
-será o amor ?
e descubro que a 1ª correnteza,
que eu achava que era amor
era apenas paixão
e que essa em que me encontro agora
é o AMOR.
pena não poder ir até o final
para saber
aonde o ''amor'' pode me levar.
Querer ?
sim, claro que quero,
mais infelismente não posso !

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